As três taxas de juro principais do Banco Central Europeu (BCE) desceram 0,25 pontos percentuais, decidiu o conselho de governadores da instituição, esta quinta-feira, em Frankfurt. É a oitava descida desde que as taxas atingiram um máximo no final de 2023. Nessa altura, a taxa de depósito (a principal referência) chegou a um máximo de 4%. Hoje, caiu para metade: 2%.
Segundo o BCE, a taxa de juro da facilidade permanente de depósito – através da qual se define a orientação da política monetária e, ato contínuo, se reflete no valor do custo do crédito e da remuneração dos depósitos de famílias e empresas – cai assim de 2,25% para 2%, o nível mais baixo desde novembro de 2022, ano em que começou a guerra da Ucrânia e em que o custo da energia e da comida disparou, levando a uma inflação sem precedentes na história da moeda única.
Em comunicado, o BCE revela que atualmente, a inflação já se situa “em torno do objetivo de médio prazo de 2%, estabelecido pelo conselho do BCE”, sinalizando assim que as descidas futuras de taxas de juro terão de ser muito mais ponderadas daqui em diante.
“No cenário de base das novas projeções elaboradas por especialistas do Eurossistema, a inflação subjacente [sem fatores sazonais e mais inesperados, como os ligados à energia] situar-se-á, em média, em 2% em 2025, 1,6% em 2026 e 2% em 2027”, diz o BCE. Para Christine Lagarde, a presidente do BCE, é um cenário de estabilidade, já.
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