Perante o envelhecimento populacional e o aumento das doenças crónicas, Macau quer assumir um papel de vanguarda na resposta aos desafios da saúde pública na Grande Baía. O diretor dos Serviços de Saúde, Alvis Lo, anunciou, durante a 78.ª Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra, a criação de uma base de formação especializada em medicina familiar. O projeto será dirigido a profissionais dos setores público e privado, com o apoio de especialistas da Grande Baía, e visa posicionar Macau como centro de excelência para a formação e intercâmbio de talentos na área da saúde.
A proposta foi apresentada no contexto da participação da delegação da RAEM na Assembleia, que decorre sob o tema “Criar em conjunto um mundo saudável”, até 27 de maio. Alvis Lo sublinhou que os cuidados de saúde holísticos, com ênfase na medicina familiar e geriátrica, são fundamentais para dar resposta às necessidades de uma população cada vez mais envelhecida e vulnerável a doenças crónicas.
Macau pretende aproveitar a sua posição estratégica e a experiência acumulada no âmbito do plano “Macau Saudável” para contribuir ativamente para a saúde regional e internacional. Segundo o responsável, o Governo tem integrado a saúde em políticas públicas através de programas como “Comunidade Saudável”, “Empresas Saudáveis” e “Escolas Saudáveis”, em articulação com associações, escolas e empresas, que visam promover a prevenção e melhorar a qualidade de vida da população.
Durante o encontro em Genebra, a delegação de Macau participou também em reuniões com o diretor da Comissão Nacional de Saúde da China, Lei Haichao, e com o Embaixador Chen Xu, representante permanente da China junto das Nações Unidas.
A Assembleia Mundial da Saúde, organizada pela OMS, ficou marcada por apelos do diretor-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus, a uma reforma urgente do sistema de saúde global. O responsável alertou para um défice orçamental de 1,7 mil milhões de dólares nos próximos dois anos e defendeu a adoção do novo “Acordo Pandémico” para garantir uma resposta global eficaz a futuras crises sanitárias.

