À quarta votação no Conclave, os 133 cardeais, reunidos desde quarta-feira na penumbra da Capela Sistina, elegeram hoje o novo líder de uma Igreja global que congrega 1,4 mil milhões de fiéis. O fumo branco, libertado às 18.08 horas de Roma, resultou em júbilo para os milhares que aguardavam na Praça de São Pedro, no Vaticano. Em movimento contrário à avalanche de previsões que apontavam a escolha de um Papa italiano, a declaração “Habemus Papam”, proferida às 19.13, na grande varanda voltada para a praça, viria a desvendar que o sucessor de Francisco chega, afinal, também das Américas – o primeiro dos Estados Unidos. Robert Francis Prevost, o agostiniano nascido em Chicago, que cumpriu durante anos uma existência de missionário no Peru, dirigiu-se à multidão com uma saudação de paz, desígnio várias vezes reiterado num discurso inaugural que evocou as dores do Mundo, que “precisa de construir pontes com o diálogo e o encontro”.
“O mal não prevalecerá”
“Deixo uma saudação de paz a todas as pessoas. Que a paz esteja convosco. Esta é a paz de Cristo ressuscitado, uma paz que ama a todos, incondicionalmente”, atirou o Papa de 69 anos, que escolheu ser Leão XIV, em italiano fluente, diante do mar de fiéis que o escutavam. O agora chefe de Estado do Vaticano, que ascendeu a cardeal apenas em 2023, evocou a “voz corajosa de Francisco” e assegurou: “O mal não prevalecerá. Sem medo, estamos unidos”. Sem nunca recorrer à sua língua nativa, o inglês, Prevost insistiu repetidas vezes na necessidade de paz e união, numa “Igreja à procura da paz e da justiça”, aludindo ao atual contexto de guerras que vieram transfigurar a ordem mundial.
Leia mais em Jornal de Notícias