A entrada da China neste mercado trouxe uma mudança estrutural, que Sili Joe diz ter reflexos positivos para os consumidores, que têm agora mais opções e mais baratas para comprar.
Uma outra grande vantagem da China é ter um mercado interno suficientemente forte para ter mais do que uma marca a competir.
Isso, segundo Sili Zhou, ajuda à competição e à melhoria dos modelos, tornando a China mais forte em termos internacionais.
Ainda assim, o professor de Economia e Finanças da Universidade de Macau compreende o que leva a União Europeia neste momento a impor tarifas aos carros electricos chineses.
Isto porque, defende, é verdade que a mão de obra mais barata e acesso a matérias-primas mais baratas, põe as unidades chinesas num patamar de vantagem e desiquilibrio no contexto internacional.
Ainda assim, critica os europeus por estarem a queixar-se em demasia, quando no passada a China esteve na mesma posição em que a Europa está e em que não conseguia competir com as fabricantes do Velho Continente.
Sili Zhou sugere que os europeus se juntem a empresas chinesas em joint-ventures e tentem perceber as razões profundas do sucesso chinês nesta área.