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Economistas acreditam que plano de incentivo ao consumo da China pode ter efeitos positivos na economia de Macau

Se Macau quisesse ter uma política de incentivo ao consumo interno, não poderia seguir medidas idênticas às que Pequim anunciou no início desta semana, uma vez que são duas economias com realidades muito diferentes. A ideia é defendida pelo ex-administrador da Autoridade Monetária de Macau, António Félix Pontes, que ainda assim acredita que o plano chinês pode ter efeitos virtuosos na economia local.

Segundo o economista, em Macau são cada vez mais os que vão a Zhuhai para “comprar produtos que são muito mais baratos”. “Por outro lado, há as compras online, nomeadamente do Taobao, que também têm preços muito competitivos e, portanto, a situação é mais complicada para Macau”.

“Nós dependemos de tudo, de importações e exportações fazemos pouco”, reflecte Félix Pontes.

Por isso, um programa de estímulo à economia teria de ser posto no terreno, de acordo com o agora consultor financeiro, com o recurso a “cupões ou vouchers”, com os quais “os cidadãos pudessem adquirir apenas em estabelecimentos comerciais de Macau”.

Só assim, defende, se evitaria que o dinheiro a mais na carteira não acabasse por ser gasto em em Zhuhai e a medida não tivesse qualquer “efeito prático”.

Já o economista José Isaac Duarte, professor na Universidade de Macau, não acredita que a RAEM necessite de um programa de apoio ao consumo como aquele que o Governo Central quer executar na China Continental. “

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