Os relatos das sobreviventes mantêm vivo o passado. Esther Sénot, uma das 12 últimas sobreviventes dos campos de concentração ainda vivas em França, descreve o horror de Auschwitz: “Diziam-nos para não nos iludirmos. Tínhamos sido selecionados para trabalhos forçados: enquanto pudéssemos trabalhar, ficaríamos no campo; no dia em que não conseguíssemos trabalhar, acabaríamos como os outros. Diziam-nos que não havia qualquer possibilidade de sobreviver. Podíamos viver alguns dias, algumas semanas, alguns meses… mas ninguém sairia vivo. Diziam-nos: ‘Entraram pela porta, vão sair pela chaminé'”, conta.
“Fomos levados num comboio a partir de Bobigny. Eu estava num vagão sem janelas. Imaginem um vagão sem janelas, com 70 ou 80 pessoas que não tomavam banho há três dias, que faziam as necessidades debaixo da roupa… era um caos, insuportável”, recorda Ginette Kolinka, com 99 anos, deportada aos 19 anos.
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