O dia 7 de janeiro de 2015 ficou gravado nas memórias como o dia em que doze pessoas morreram no atentado contra o jornal satírico francês Charlie Hebdo. Entre as vítimas, encontravam-se cinco dos mais emblemáticos cartoonistas da publicação: Cabu, Charb, Honoré, Tignous e Wolinski.
Os irmãos Chérif e Saïd Kouachi, franceses de origem argelina, invadiram a redação e abriram fogo. Poucas horas depois, reivindicaram o ataque em nome da Al-Qaeda.
Para Philippe Val, antigo diretor do jornal, publicar as caricaturas de Maomé era “uma questão de sobrevivência da liberdade de imprensa”. Contudo, relembrar o atentado é revisitar um trauma com o qual tem de viver. “É uma sensação física, viver uma coisa destas. É uma violência física e psíquica… e nunca conseguimos realmente livrar-nos dela – vivemos com isso. Mas, ao mesmo tempo, tento transformar isso em força. Dá-me força para continuar e ser ainda mais combativo: aquilo que nos infligiram, a violência que me infligiram, dá-me ainda mais determinação para lutar com mais garra”, descreve.
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