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Portugueses fecham-se em casa durante “caos absoluto” nas ruas de Maputo

Por entre manifestantes a atirar pedras e a incendiar pneus em avenidas, os portugueses que moram em Maputo refugiaram-se em casa para se protegerem da violência que corre nas ruas moçambicanas. No entanto, admitem que não se sentem "em perigo iminente" e não pensam em regressar ao país de origem, pelo menos para já.

Paula Marques, de 59 anos, mora com o marido na marginal de Maputo, uma “zona mais protegida”, segundo conta ao JN. Com mais força policial a rondar o centro da cidade, não se sentiram muito ameaçados pelos protestos que invadiram as ruas. No entanto, admitem que em zonas mais afastadas o cenário “será mais complicado”.

Testemunha disso mesmo é Carlos Silva, de 54 anos, que embora também more no centro da cidade, assitiu a alguns confrontos na rua em que vive e nos arredores. O “caos absoluto” impediu-o de sair de casa por questões de segurança, mas o português não teme o pior. Em conversa com o JN, explica que os protestos apenas impediram a rotina quotidiana esta quinta-feira e que, a partir de sexta-feira, a situação já deverá acalmar.

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