O intelectual israelense, autor do fenômeno “Sapiens” e do novo “Nexus”, falava tanto da corrida desenfreada de um capitalismo que avassala o meio ambiente quanto da busca das empresas de tecnologia por mais e mais engajamento dos usuários.
“Muitas dessas empresas dizem em privado que gostariam, sim, de ir mais devagar e reduzir o engajamento, mas isso quer dizer que seu competidor vai mais rápido”, disse o escritor, franzino e encurvado numa poltrona no palco mais vistoso da feira alemã.
“E as big techs se veem sempre como os bonzinhos lutando contra os maus. Não confiam em outros humanos, mas confiam na inteligência artificial.” Harari dividia o palco com o filósofo japonês Kohei Saito, que prega a desaceleração com base numa visão sistêmica do marxismo.
Leia mais em Folha de S.Paulo