O Instituto de Promoção do Comércio e Investimento (IPIM) – entidade organizadora – não tem o evento na agenda para 2024, garantindo ao nosso jornal que o evento voltará ao calendário em 2025.
O PLATAFORMA perguntou também o que motivou a decisão de não realizar a 2.ª edição da C-PLPEX em 2024, ao que o IPIM respondeu que o calendário deste ano não permitiu a sua organização, devido à incompatibilidade das entidades envolvidas no processo . Fontes próximas do processo dizem-nos que não entendem o que levou as autoridades a optar por quebrar a tradição.
Entretanto, depois de o nosso jornal avançar que a C-PLPEX não teria continuidade este ano – notícia original publicada apenas na edição impressa desta sexta-feira (20) -, o website do evento deixou de estar disponível, tendo retomado o normal funcionamento algum tempo depois.
A C-PLPEX veio substituir a PLPEX (Exposição de Produtos e Serviços dos Países de Língua Portuguesa), no âmbito da celebração do 20.º aniversário do Fórum Macau, no ano passado. A PLPEX era realizada desde 2015, tornando-se assim a primeira exposição inserida dentro de outra exposição, neste caso da Feira Internacional de Macau (MIF). Em 2017, porém, passou a ser realizada de forma autónoma – paralelamente à MIF -, e assim se manteve até 2023, quando passou a incorporar também produtos e serviços chineses (C-PLPEX).
Apesar da alteração de formato no ano passado, é a primeira vez em nove anos que não se realiza a exposição dedicada aos produtos dos Países de Língua Portuguesa.
Por sua vez, a 29.ª MIF, que vai ocorrer entre 16 e 19 de outubro, destaca um espaço de exposição para produtos lusófonos – algo que não acontecia desde o início da PLPEX.
Segundo o IPIM, a MIF de 2024 contará com 150 stands dedicados aos Países de Língua Portuguesa, abrangendo setores como o da alimentação e bebidas, finanças, ciência e inovação, medicina, comércio eletrónico transfronteiriço, produtos culturais e criativos e serviços profissionais.
Serão também organizadas uma série de atividades relacionadas com os Países de Língua Portuguesa, tais como encontros de negócios, seminários sobre o ambiente empresarial, concurso de vinhos e café.
“O IPIM, na qualidade de organizador do evento, está a realizar ativamente os trabalhos preparatórios, com o objetivo de aproveitar o sucesso da primeira edição [da C-PLPEX], otimizar ainda mais o processo, enriquecer o conteúdo e melhorar a qualidade dos serviços, de modo a proporcionar uma plataforma ainda melhor para o intercâmbio e cooperação entre empresas chinesas e portuguesas e pessoas de todos os quadrantes, e dar pleno desempenho à função da plataforma Macau-Lusofonia para promover a cooperação económica e comercial sino-portuguesa”, adianta o IPIM.