A Polícia Federal (PF) do Brasil está “não só atenta”, mas “fazendo investigações, fazendo trabalhos e cooperando”, nas averiguações sobre a existência de orga- nizações criminosas de origem brasileira em Portugal. A afirmação é de Andrei Augusto Passos Rodrigues, diretor-geral da PF, em resposta ao DN sobre a presença do Primeiro Comando da Capital (PCC) – uma das maiores organizações criminosas da América do Sul – em Portugal.
Segundo o delegado, entre os cerca de 500 presos brasileiros nas cadeias portuguesas “infelizmente podem existir faccionados de organizações brasileiras”. Rodrigues afirma que não pode dar detalhes das investigações, mas que “temos, concretamente, essas ações e a atenção da Polícia Federal a essa situação”, em referência ao crime organizado internacional.
Uma investigação académica realizada em 2022 apontou para o “risco real” da entrada de fugitivos brasileiros em Portugal. Na tese de mestrado, Robson Souza, um ex-policial militar comprovou a possibilidade de obter uma certidão “nada consta” de criminosos condenados. Sobre este tema, o delegado não respondeu às questões colocadas pelo DN.
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