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Se uma nova técnica ajudar, posso reconsiderar a eutanásia, diz brasileira com pior dor do mundo

Carolina Arruda, 27, já arrecadou mais de R$ 115 mil para procedimento de morte na Suíça, onde a prática é permitida; ela precisa de R$ 150 mil

Duas novas esperanças podem mudar a ideia da estudante de veterinária Carolina Arruda, 27, de buscar a eutanásia na Suíça. Há 11 anos, ela convive com neuralgia do trigêmeo, um distúrbio que provoca uma dor incapacitante, considerada a pior do mundo.

De alta intensidade, a dor atinge o rosto —no caso de Carolina, nos dois lados— na forma de pontadas ou choques. “É variável, mas algumas pessoas podem ter 200 choques por dia, diz Sérgio Jordy, neurologista do Centro Médico e Sinapse e do Hospital São Luiz (unidade Itaim), da Rede D’Or.

“O choque elétrico da crise é muito forte. Eu tenho uma dor constante durante o dia, uma dor permanente, e ela fica ali no nível 6, mais ou menos. E quando tem a crise, a dor aumenta muito, vai ao nível 10 e fica muito insuportável”, relata Carolina.

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