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Profissionais de saúde são-tomenses exigem contratos e salários até final do mês

Um grupo de funcionários do Ministério da Saúde são-tomense, sem contrato e salários há vários anos, protestaram ontem diante do gabinete da ministra da tutela para exigir celeridade na resolução do problema até final do mês.

A ação, afirmaram, foi protagonizada na sequência de informações que receberam sobre a regularização de novos funcionários que foram integrados entre um ano e seis meses, mas que receberam os salários, enquanto os seus processos estão pendentes, alguns há quase quatro anos.

“Se disponibilizaram dinheiro para um grupo, têm que disponibilizar para toda a gente, porque todos estamos na mesma situação […]. Viemos aqui para reivindicar o nosso direito, saber o ponto de situação para resolverem a nossa situação”, disse a auxiliar de limpeza, Zineida Neto, que afirma estar há dois anos a trabalhar sem salário.

Após horas de protestos, a polícia esteve no local para acalmar os ânimos e, em seguida, alguns representantes dos funcionários foram chamados para uma reunião à porta fechada com resposáveis do Ministério da Saúde.

Vânia Jordão, uma das representantes da reunião, disse à Lusa que a reunião “foi satisfatória” e que foram questionados sobre duas hipóteses: ou adiantar o processo das pessoas mais antigas ou dar continuidade ao processo geral, para se legalizar todos em dezembro. sefundo Vãnia Jordão, aceitaram a proposta de se avançar com os processos das pessoas mais antigas.

No entanto, o acordo não mereceu aceitação da maioria dos funcionários presentes, mas que não participaram na reunião, com alguns a afirmarem terem já assinado o contrato por duas vezes e entregue todos os documentos para a regularização.

“Por que é nós não temos valor na sociedade e temos que esperar até dezembro? (…) Até fim do mês, se o salário não sair, vamos voltar. Podem chamar a polícia, vamos trazer todas [as nossas] crianças para o ministério”, disse Adilza Pereira, que diz estar há dois anos e seis meses sem salário.

Em maio, alguns dias após o primeiro protesto público deste grupo de funcionários, o Ministério da Saúde, através de uma publicação na rede social Facebook referiu estar “empenhado em resolver a delicada situação dos funcionários admitidos há dois anos que ainda não receberam remuneração”.

“Este problema afeta não apenas a moral e o bem-estar dos trabalhadores, mas também a eficiência e a credibilidade das instituições envolvidas”, lê-se na publicação que apontava a existência de 464 pessoas de diversas categorias naquela situação.

Plataforma com Lusa

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