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O português que terá matado o chefe da mafia albanesa por 93 mil euros

Rúben Saraiva, o português contratado em Inglaterra para matar a tiro um político e empresário na Albânia, é um velho conhecido da agência nacional britânica contra o crime (NCA, na sigla em inglês). Está identificado como “colaborador” dos gangues das Midlands, região do centro de Inglaterra que envolve as cidades de Birmingham, Wolverhampton e Coventry. Estes grupos criminosos são hoje dominados pela Kompania Bello, a mais importante organização mafiosa da Albânia - aliada da máfia sérvia no negócio do tráfico de cocaína para a Europa - com presença, segundo a agência europeia para a cooperação policial (Europol), no Reino Unido, Holanda, Bélgica, França, Espanha, Itália, Alemanha e Portugal.

Rúben, de 28 anos, aguarda numa cadeia da Albânia o julgamento pelo assassínio de Ardian Nikulaj, político e empresário, executado com sete tiros de pistola no bar de que era proprietário, na cidade de Shengjin. O matador terá sido contratado em Birmingham por Edmond Hachia, personagem com dupla nacionalidade britânica e albanesa, a troco de 80 mil libras (quase 93 mil euros), segundo escreveu o jornalista Artan Hocha, um dos mais informados sobre o submundo albanês, na sua conta do Facebook. O matador viajou para a Albânia como um simples turista na companhia de três cúmplices ingleses.

O homicídio de Ardian Nikulai ficou gravado. Câmaras de vídeo instaladas no café registaram a ação: a chegada hesitante do assassino, a pistola empunhada na mão direita, a vítima a ser derrubada por sete tiros – captaram tudo, até a fuga do local do crime numa vagarosa ‘scooter’, menos a cara do assassino. O matador, que as autoridades albanesas identificam como o português Rúben Saraiva, atuou com um capacete na cabeça e uma máscara cirúrgica a tapar-lhe o rosto. Só se lhe viam os olhos – e mal!

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