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22 anos depois. “Ainda há pessoas a morrer por causa do 11 de Setembro”

“Cancelaram as aulas e tornaram a minha faculdade num centro de triagem”, conta. “Um dos meus médicos disse que toda a gente acorreu para lá. Tinham o centro de triagem mas não chegava ninguém”, lembra. “Estavam todos mortos.”

Eneida estudava na Borough of Manhattan Community College (BMCC) e tinha uma reunião com um professor no edifício Fiterman, a meros 250 metros de onde as torres colapsaram. Mas o professor remarcou a reunião à última hora e Eneida seguiu para outra zona da cidade. Quando os aviões pirateados que embateram no World Trade Center fizeram as torres colapsar, o edifício 7 caiu sobre parte do Fiterman, onde Eneida estaria se a reunião não tivesse sido remarcada.

“Os efeitos do 11 de Setembro continuam a afetar os nova-iorquinos de uma forma profunda”, considera. “Muita gente seguiu em frente, mas não é algo que os nova-iorquinos possam fazer”, continua. “É muito difícil para mim ir a essa zona. Nunca estive no Memorial do 11 de Setembro, não consigo.”

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