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Presidente do México afasta adesão aos BRICS e aponta às relações com América do Norte

O Presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, descartou hoje a adesão do seu país ao bloco económico de potências emergentes (BRICS), sublinhando que o foco do México está na relação comercial com a América do Norte.

“Não vamos participar nesse bloco. Damos, claro, as boas-vindas a outros países que o façam. No entanto, por razões económicas, de proximidade e geopolíticas, vamos continuar a fortalecer a aliança da América do Norte e de toda a América”, frisou o chefe de Estado mexicano durante a sua conferência de imprensa diária.

As declarações de López Obrador surgiram depois dos ‘media’ internacionais terem noticiado que o México era um dos 19 países que se inscreveu para integrar o bloco económico liderado por Brasil, Rússia, Índia e China (BRIC), que fundaram o grupo em 2006, ao qual se juntou a África do Sul em 2010.

Esta organização realiza a sua 15.ª cimeira anual no final de agosto na Cidade do Cabo, na África do Sul.

López Obrador sublinhou ainda que a prioridade do seu governo é fortalecer o Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá (T-MEC), em vigor desde julho de 2020 e que representa o destino de quase 85% das exportações mexicanas.

“A nossa pretensão passa por fortalecer o tratado com os Estados Unidos e o Canadá, consolidarmo-nos como região, fortalecermo-nos, ajudarmo-nos, complementarmo-nos, partilharmos investimentos, partilharmos tecnologia e, algo que é fundamental, a força de trabalho”, destacou.

O governante realçou ainda que o México se tornou o principal parceiro comercial dos Estados Unidos em maio.

Sobre a relação com os EUA, López Obrador adiantou que a chefe da diplomacia mexicana, Alicia Bárcena, fará uma visita a Washington esta semana, sendo que um dos temas prioritários será a integração económica, além da migração e do narcotráfico.

O Presidente mexicano garantiu ainda que vai insistir, no ano que lhe resta de mandato, na integração de toda a América num bloco comercial e económico, que significaria “a região mais importante do mundo”.

“Vamos consolidar as nossas relações com a América do Norte e vamos procurar a integração de toda a América a médio e longo prazo”, apontou.

“Mas vamos mudar velhas políticas que não deram certo e, para além disso, convencer a classe política, especialmente os Estados Unidos, da importância da América Latina”, concluiu.

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