A economia portuguesa tem várias vulnerabilidades e uma das mais destacadas nas novas previsões da primavera da Comissão Europeia é a exposição elevada de muitas famílias à subida repentina e de grande amplitude ao nível das taxas de juro, sobretudo os particulares que pediram empréstimos mais recentemente para comprar casa.
Esta é mais uma alta pressão sobre o poder de compra dos portugueses e decorre, como se sabe, da subida agressiva das taxas de juro iniciada no ano passado pelo Banco Central Europeu (BCE), que puxa para cima os principais indexastes usados pelos bancos no crédito concedido: as taxas de juro euribor.
No novo estudo da primavera, agora publicado, a CE mostra que há duas ‘Europas’, por assim dizer.
Uma que está mais isolada do aperto monetário porque a maioria dos créditos à habitação é feita a taxas fixas. E outra Europa, à qual pertence Portugal, onde a esmagadora maioria dos novos empréstimos é contratada a taxas variáveis.
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