As taxas Euribor a três e seis meses, usadas respetivamente em 30% e 40% dos contratos de crédito à habitação em Portugal, deverão atingir o pico nos meses de verão, segundo projeções avançadas esta terça-feira pelo governador do Banco de Portugal (BdP). O indexante a 12 meses, por seu turno, já terá conhecido o valor máximo no passado mês de fevereiro.
Mário Centeno falava numa audição requerida pelo Partido Social Democrata (PSD) à Comissão Orçamento e Finanças, sobre a atuação do setor bancário nos processos de renegociação de crédito à habitação e o desajustamento dos juros nos depósitos a prazo.
Segundo o líder da entidade supervisora, todos os contratos indexados à Euribor a três e seis meses já sofreram atualizações, enquanto a 12 meses ainda apenas metade dos créditos viram a taxa modificar. “Este processo ainda não terminou”, deu conta o mesmo responsável.
De recordar que a escalada destas taxas, que servem de base para o cálculo da prestação da casa, teve início no ano passado, depois do espoletar da guerra na Ucrânia, em fevereiro. O Banco Central Europeu (BCE) justifica a inversão da política monetária com a tentativa de travar a inflação, que disparou para níveis históricos em vários países. A subida da Euribor provocou um aumento das prestações pagas pelas famílias que contrataram crédito à habitação com taxa variável.
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