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Primeira morte em Macau de Covid-19 depois de alívio de restrições

Macau registou na terça-feira a primeira morte de covid-19 desde julho e depois de o Governo ter anunciado o alívio da política de zero casos, disseram hoje as autoridades.

A mulher, de 80 anos, não vacinada, tinha um historial de “hipertensão, diabetes, doenças coronárias, doenças cardíacas, entre outras”, referiu o Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus, em comunicado.

O organismo voltou a apelar para a vacinação da população, salientando que “a administração da vacina contra a covid-19 pode reduzir o risco de infeção” e que “o mais importante é reduzir o risco de ocorrência de casos graves e de morte após a infeção”.

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“Apela-se novamente para que as crianças com idade igual ou superior a seis meses e as pessoas que ainda não se vacinaram ou administraram as doses de reforço se submetam à vacinação, o mais rápido possível”, acrescentou.

Até sábado passado, 4.896 pessoas com idade superior a 80 anos, ainda não tinham sido vacinadas, tinha indicado anteriormente o Centro.

No entanto, as autoridades anunciaram um alívio gradual das medidas de prevenção da covid-19 a partir desta semana.

Macau seguia, até agora, a política chinesa ‘zero covid’, apostando em testagens em massa, confinamentos de zonas de risco e quarentenas, registou desde o início da pandemia sete mortes e mais de 3.300 casos, incluindo assintomáticos.

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“Atualmente a transmissibilidade é alta e é fácil de se recuperar após a infeção. Em Macau, a taxa de vacinação é superior a 90%, pelo que há condições para o ajustamento das medidas de prevenção e controlo da epidemia”, anunciou a secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, Elsie Ao Ieong, numa conferência de imprensa, na semana passada.

A responsável estimou que, nesta nova fase de convivência com o vírus, “a população infetada possa chegar a ser entre 50% a 80%”.

Para quem chega de Hong Kong, Taiwan e do estrangeiro, e que tinha de cumprir cinco dias de observação médica num hotel e três de quarentena domiciliária (‘5+3’), não podendo nestes últimos dias sair de casa, já o pode fazer.

A secretária admitiu que estas medidas serão “ajustadas muito em breve”.

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Com o alívio da política sanitária e a adoção, por exemplo, de medidas como o relaxamento dos requisitos de testagem e as quarentenas domiciliárias para determinados casos – em vez de quarentenas em hotéis – o número de casos tem vindo a aumentar.

O Governo começou também a distribuir gratuitamente kits antipandémicos à população, que incluem, entre outros, antipiréticos, testes rápidos de antigénio e máscaras KN95.

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