Denúncias de crimes à porta do “inverno da sobreviência” na Ucrânia

por Gonçalo Lopes

As autoridades ucranianas dizem ter encontrado quatro locais em Kherson onde os russos “detiveram ilegalmente as pessoas e torturaram-nas brutalmente”. Mas as denúncias de alegados crimes de guerra fazem-se também do lado de Moscovo, com o Kremlin a insistir que vai punir os responsáveis pela morte “brutal” de uma dezena de soldados russos que se estariam a render aos ucranianos. Na semana passada, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos disse que ambos os lados cometeram abusos.

De acordo com um comunicado do Gabinete do Procurador-Geral ucraniano, os russos tinham em Kherson uma rede de locais de detenção, onde foram encontrados bastões de madeira e de plástico e dispositivos usados para “torturar civis com eletricidade”. Na sua fuga da cidade, a única capital regional que tinham conquistado logo no início da guerra, há quase nove meses, os russos deixaram ainda documentos que revelam a forma como administravam os locais.

Moscovo não reagiu a esta acusação, mas insistiu na denúncia de crimes de guerra por parte dos ucranianos e em levar à justiça os responsáveis. Em causa estão vídeos que começaram a circular na semana passada – e cuja autenticidade tanto o The New York Times como a BBC confirmaram. Num deles veem-se militares russos deitados no chão, aparentemente após se terem rendido, até que um outro aparece e começa a disparar. Os ucranianos reagem e o vídeo é interrompido. Mas outro vídeo, filmado num drone, mostra que todos os russos acabam mortos, incluindo os que estavam deitados.

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