Início » Combate à pobreza e à subnutrição infantil são prioridades em Timor

Combate à pobreza e à subnutrição infantil são prioridades em Timor

O primeiro-ministro de Timor-Leste disse esta segunda-feira que o combate à pobreza e à subnutrição infantil e a melhoria da segurança alimentar são duas das prioridades do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2023.

O objetivo, disse Taur Matan Ruak, é “ultrapassar o subdesenvolvimento infantil, aumentar a qualidade nutritiva dos alimentos consumidos e potenciar o desenvolvimento de uma sociedade saudável e ativa, com crianças bem alimentadas, famílias prósperas e populações fortes, em que a divulgação de boas práticas sobre nutrição e segurança alimentar se encontra acessível a toda a população”.

Taur Matan Ruak falava no arranque do debate na generalidade da proposta de lei do OGE para 2023, que tem como lema “investimento produtivo e crescimento inclusivo para as gerações futuras”.

A proposta traduz, vincou, a vontade de “criar um ambiente propício ao desenvolvimento integrado, estimular o investimento privado, impulsionando o jovem tecido empresarial, e promover a necessária diversificação da economia, de forma abrangente e inclusiva, sem deixar ninguém para trás”.

O Governo timorense introduz, pela primeira vez, um conjunto de marcadores, incluindo um marcador de orçamento nutricional que, segundo Taur Matan Ruak, permitirá a partir de 2023 “avaliar e responsabilizar as entidades públicas que intervêm na área transversal da nutrição e da segurança alimentar”.

Inicialmente, o marcador vai ser aplicado a oito entidades governamentais, “facilitando a identificação das verbas alocadas pelo OGE a cada atividade especificamente relacionada com a nutrição ou sensível à mesma, bem como a intervenções destinadas a melhorar a agricultura e a segurança alimentar, o desenvolvimento e a educação na primeira infância, o saneamento e melhoria da qualidade da água”.

Globalmente, em 2023, o executivo destina cerca de 80,5 milhões de dólares (81 milhões de euros) “para atividades, direta ou indiretamente relacionadas com a nutrição e com a segurança alimentar”.

O orçamento prevê igualmente a criação de um novo marcador, de orçamento climático, para identificar e acompanhar os gastos mais relevantes relacionados com o combate às mudanças climáticas e à conservação de habitats naturais.

Cerca de 59,8 milhões de dólares (60,3 milhões de euros) destinam-se a “atividades que visem melhorar a resiliência climática ou contribuir para a mitigação das mudanças climáticas”.

A proposta contempla ainda um novo marcador de Cadeia de Valor, “que dá prioridade ao setor produtivo, visando estimular a procura, incentivar a produção e contribuir para melhorar o ambiente de negócios para o mercado dos produtos” timorenses, com cerca de 114,4 milhões de dólares (115,3 milhões de euros) destinados a iniciativas nesta área.

O chefe do Governo disse que o OGE para 2023, “um plano ambicioso”, pretende responder às dificuldades da conjuntura internacional, “que se perspetiva menos positiva”, criando condições para reduzir desigualdades e atrair mais investimento privado.

Leia ainda: PR timorense espera que imigrantes em Portugal se integrem e obtenham nacionalidade portuguesa

Ao antecipar que o país registe a médio prazo “um crescimento positivo consistente”, o primeiro-ministro disse que a análise da sustentabilidade fiscal “recomenda que sejam colocadas em marcha, desde já, as necessárias reformas fiscais, explorados novos instrumentos fiscais e não fiscais a introduzir no país, entre eles o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) e exploradas fontes energéticas alternativas, fósseis e renováveis”.

“As projeções governamentais apontam para uma melhoria moderada na cobrança de receitas domésticas não petrolíferas já no próximo ano, estimando-se que consigam atingir 174,9 milhões de dólares [176 milhões de euros] e que mantenham uma trajetória de crescimento positivo até ao ano 2027”, explicou Taur Matan Ruak.

“O crescimento das receitas domésticas em 2023 está também diretamente relacionado com o aumento da carga fiscal a aplicar aos direitos aduaneiros de importação e com a introdução de novas taxas de imposto especial de consumo”, sublinhou.

*Com Lusa

Contate-nos

Meio de comunicação social generalista, com foco na relação entre os Países de Língua Portuguesa e a China

Plataforma Studio

Newsletter

Subscreva a Newsletter Plataforma para se manter a par de tudo!

Uh-oh! It looks like you're using an ad blocker.

Our website relies on ads to provide free content and sustain our operations. By turning off your ad blocker, you help support us and ensure we can continue offering valuable content without any cost to you.

We truly appreciate your understanding and support. Thank you for considering disabling your ad blocker for this website