No fecho do 20º Congresso Nacional, Xi Jinping destacou os sucessos do Partido Comunista da China (PCC) a nível interno, como a erradicação da pobreza extrema e o melhoramento dos sistemas de educação e saúde. Por outro lado, reforçou o compromisso do Partido para um desenvolvimento global e um futuro partilhado. “Trabalharemos com os povos de todos os outros países”

Terminado o 20º Congresso Nacional, Xi Jinping foi novamente eleito secretário-geral do Comité Central do PCC. As mudanças começaram a observar-se no Comité Permanente do Politburo, agora que será acompanhado por Li Qiang, Zhao Leji, Wang Huning, Cai Qi, Ding Xuexiang e Li Xi.
Perante mais de 600 jornalistas nacionais e estrangeiros, o secretário-geral saudou o Congresso e expressou gratidão pela confiança depositada na nova liderança. “Teremos em mente a natureza e o propósito do Partido (…) e trabalharemos diligentemente no cumprimento do nosso dever, para provarmos que merecemos a confiança do Partido e do povo”.
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Segundo Xi, agora que a China concluiu a construção de uma sociedade moderadamente próspera, é altura de dar passos confiantes na transformação da China num país socialista moderno, abraçando o rejuvenescimento da nação chinesa.
Num plano estratégico de duas etapas, o PCC visa realizar a modernização socialista de 2020 a 2035 e transformar a China num país próspero, forte, democrático, culturalmente avançado, e harmonioso entre 2035 e meados deste século.

Na última década, o PIB da China subiu de 54 biliões de yuans (cerca de 7.6 biliões de dólares americanos) para 114 biliões de yuans, passando a representar 18,5 por cento da economia mundial – um aumento de 7,2 pontos percentuais. Hoje, a China continua a ser a segunda maior economia do mundo, com o seu PIB per capita a aumentar de 39.800 yuans para 81.000 yuans nos últimos dez anos.
O país erradicou a pobreza extrema e construiu os maiores sistemas de educação, previdência social e saúde do mundo. Contudo, são muitos os desafios que a China enfrenta numa fase de incerteza e transformação.
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O país entrou num período de desenvolvimento no qual oportunidades, riscos e desafios estratégicos são simultâneos, e incertezas e fatores imprevistos aumentam, disse Xi no relatório ao Congresso.
“Devemos garantir que o nosso partido centenário se torna cada vez mais vigoroso através da auto-reforma e que continua a ser a forte espinha dorsal na qual o povo chinês se apoia em todos os momentos”, afirmou.

“Trabalharemos com os povos de todos os outros países para defender os valores comuns da humanidade, como a paz, desenvolvimento, justiça, igualdade, democracia e liberdade para salvaguardar a paz global, promover o desenvolvimento global e continuar a promover a construção de uma comunidade humana com um futuro partilhado”, apontou.
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O líder do Partido vincou ainda que, assim como a China não se desenvolve isolada do mundo, o mundo também precisa da China, reforçando a ideia de que a economia chinesa permanecerá numa trajetória positiva e que o país continuará a abrir as portas ao resto do mundo.
“Seremos firmes no aprofundamento da reforma, na abertura geral e na procura por um desenvolvimento de alta qualidade. Uma China próspera criará muito mais oportunidades para o mundo”, disse.