O pop “desarrumado” de Beato apresenta-se em Lisboa esta quinta.-feira no Auditório Carlos Paredes, em Benfica, Lisboa. Em conversa com o DN, o músico explica esta etapa na sua carreira com o novo trabalho Bonança.

Antes de outras perguntas: porquê o nome Beato e a necessidade de um alter ego?
Beato, para lá da associação inevitável a uma pessoa da Igreja, vem do latim beatus e significa bem-aventurado, uma pessoa feliz. É nesse significado que pretendo estar. Mas antes disso há o percurso que me trouxe à palavra que foi o facto de me ter instalado no Beato, em Lisboa, o que representou também um momento muito importante na minha vida e coincidiu com o assumir da minha carreira a solo. Isso fez-me pesquisar sobre o seu significado. Os dois motivos pareciam estar relacionados e fizeram sentido juntos, quase como um acaso que estava a pedir para existir, para marcar o meu percurso.
Enquanto músico e compositor, sempre tive apetite para explorar dentro da pop e isso reflete-se nas bandas que fui cofundador de bandas como os Pinto Ferreira e os Ultraleve. Percebo agora que foi todo um percurso necessário para chegar aqui ao “Beato” que é como chegar à casa física onde estabeleço o meu porto de abrigo e que do ponto de vista artístico tem também esse significado: o de chegar a casa, à minha zona de conforto criativa, onde me revelo, sem filtros, sem constrangimentos.