No dia Mundial da Contraceção, que se assinalou ontem, 26 de setembro, é tempo de olhar para a proteção sexual – e não só a gravidez – e as ISTs. Sociedade Portuguesa pede rastreio urgente para estas doenças
Mais pílula, menos uso do preservativo. Um indicador que deve servir de alerta no que diz respeito às Infeções Sexualmente Transmissíveis (IST). “Ainda não temos um rastreio organizado das ISTs, o que é muito importante para que possa servir de pressão e para que os próprios médicos tenham acesso a essa informação”, declara Fátima Palma, presidente da Sociedade Portuguesa de Contracepção (SPDC).
“Existe o receio da gravidez, mas negligencia-se o preservativo. Ainda se confunde o preservativo e o não uso com o estar apaixonado, em vez de ser visto como meio de proteção”, acrescenta. “O ideal era que usassem os dois”, pede a presidente da SPDC.
Segundo o estudo Jovens e Educação Sexual: Conhecimentos, Fontes e Recursos, o uso de preservativo na primeira relação sexual é menor hoje em dia do que em 2008. Se naquele ano, 97% dos rapazes inquiridos utilizaram preservativo na sua primeira relação sexual, para evitar uma gravidez indesejada, o número caiu para os 88% em 2021.
Um retrato apresentado em abril, pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa em conjunto com a Associação para o Planeamento da Família e o Centro Lusíada de Investigação em Serviço Social e Investigação Social, e que indicava que quase três em cada dez rapazes (27%) tinham um mau conhecimento sobre contracetivos e ISTs.
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