O antigo jornalista e diretor da TVI Sérgio Figueiredo anunciou esta quarta-feira que recusa o lugar que o ministro das Finanças. Fernando Medina, lhe oferecera. Em artigo de opinião publicado no Jornal de Negócios, o também antigo administrador da EDP afirma que toda a polémica em volta do caso fazem-no desistir de ser “consultor estratégico”. Mas não disfarça a desilusão.
“Não há outra forma de o dizer: desisto”, começa Figueiredo por escrever.
“Ficou insuportável tanta agressividade e tamanha afronta, tantos insultos e insinuações. Não tolero estes moralistas sem vergonha, analistas sem memória. Vergo-me aos assassínios de caráter, atingido pela manada em fúria, ferido por um linchamento público e impiedoso. É lixado desistir”, escreve Sérgio Figueiredo.
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Esta contratação, que aparentemente já não irá realizar-se, esteve envolvida em polémica desde que foi conhecida, primeiro noticiada pelo jornal Público. Desde logo porque se tratava de um contrato por ajuste direto, remunerado ao nível de um ministro para um lugar sem paralelo na carreira da administração pública.
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