No final do mês de março, o grupo de criminosos Lazarus, que trabalham para o regime norte-coreano, realizou aquele que já está a ser considerado o maior roubo cibernético de que há conhecimento. Foram cerca de 585 milhões de euros em criptomoedas ethereum (a segunda mais usada após a bitcoin), de um website relacionado com o videojogo Axie Infinity, que o grupo conseguiu extorquir.
A associação do golpe ao grupo norte-coreano partiu dos Estados Unidos (EUA). A consultora Chainalysis, especializada em blockchain, também estima que os hackers da Coreia do Norte possam ter levado 400 milhões de dólares em ativos digitais no ano passado, através de vários ataques dirigidos a plataformas de criptomoedas.
O “patrocínio” de equipas de hackers por parte dos governos é comum em alguns países, como a China, o Irão ou os Estados Unidos, que recorrem aos piratas informáticos para realizar sabotagens ou obter informações valiosas. Mas o caso da Coreia do Norte é distinto. O líder recorre aos hackers para ganhar dinheiro, de forma a sobreviver às duras sanções internacionais a que o país está sujeito.
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