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Com a inflação a disparar, os mercados financeiros antecipam que o Banco Central Europeu suba juros em 75 pontos base até final do ano, observa Filipe Garcia, economista da IMF. E isso tem tido reflexo no comportamento das Euribor. Seis anos depois de ter entrado em terreno negativo, a meio de abril o indexante a 12 meses subiu para valores positivos, situando-se agora em 0,118%. Olhando para os valores futuros previstos nos mercados financeiros, “espera-se que a Euribor a 12 meses esteja a 0,60% no início de agosto, a 1,06% no início de novembro e a 1,62% daqui a um ano”, detalhou o especialista.
A Euribor a 12 meses é usada em 24,5% dos contratos com taxa variável e abrange 292 mil famílias, segundo contas do DN/Dinheiro Vivo, tendo como base o último Relatório de Acompanhamento dos Mercados Bancários de Retalho, publicado pelo Banco de Portugal com dados referentes a 2020. Esses empréstimos poderão ver, assim, o indexante subir para mais de 1% já em novembro.
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