Oito países da NATO atingiram em 2021 o objetivo de consagrar 2% do respetivo PIB a despesas em defesa, contra apenas três em 2014, enquanto Portugal continua aquém do compromisso assumido há oito anos, ao consagrar 1,55%.
Os dados constam do relatório anual da Organização do Tratado do Atlântico Norte, apresentado , esta quinta-feira, no quartel-general da Aliança, em Bruxelas, pelo secretário-geral, Jens Stoltenberg, que se congratulou com o facto de 2021 ter sido o sétimo ano consecutivo de aumento das despesas com a defesa entre os aliados europeus e no Canadá, com uma subida de 3,1% em termos reais comparativamente a 2020.
O relatório anual de 2021 revela que, no ano passado, Grécia (3,59% do Produto Interno Bruto em despesas no setor da defesa), Estados Unidos (3,57%), Polónia (2,34%), Reino Unido (2,25%), Croácia (2,16%)e os três países bálticos, Estónia (2,16%), Letónia (2,16%) e Lituânia (2,03%), já ultrapassaram a fasquia dos 2% acordada entre os aliados em 2014, sendo que os Estados Unidos foram responsáveis por 51% do PIB combinado dos aliados.
Portugal surge, tal como um ano antes, no 17º lugar da tabela, com 1,55% do respetivo PIB consagrado à defesa, ainda assim à frente de países como a Itália (1,54%) e Alemanha (1,49%), e bem acima de Espanha, que ocupa o penúltimo lugar, com apenas 1,03%.
Lembrando que, na cimeira extraordinária da líderes da NATO celebrada na semana passada, em Bruxelas, os aliados concordaram que é necessário “redobrar os esforços para investir mais, e mais rapidamente, na defesa” da Aliança, Stoltenberg comentou que “há um novo sentido de urgência” face à “nova realidade de segurança”, designadamente à luz da invasão da Ucrânia pela Rússia.
“Já assistimos a anúncios nacionais de aumentos significativos e aquisições de capacidades de ponta. E os aliados irão apresentar planos adicionais sobre como cumprir o compromisso de investimento em Defesa a tempo da cimeira de Madrid, em junho”, apontou o secretário-geral.
Na cimeira de 24 de março, o primeiro-ministro, António Costa, dando conta de que os Estados-membros da NATO se comprometeram a atualizar o seu plano de investimentos em defesa até à cimeira de junho, adiantou que Portugal irá aumentar o seu investimento em equipamento.
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