As contas foram feitas pelo secretário-geral da Apetro, António Comprido, a pedido do JN. “Se arredondarmos o preço por litro do combustível para 2 euros e se, em vez de aplicarmos o IVA a 23%, passarmos a aplicar uma taxa de 13%, o preço desce à volta de 17 cêntimos. Se baixarmos para 6%, obviamente que a redução será ainda maior, quase na casa dos 28 cêntimos”, estimou, realçando que este imposto tem “um impacto muito grande” no preço dos combustíveis.
Os cálculos mais recentes da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), relativos aos preços de segunda-feira, colocam o custo do litro de gasolina simples a 2,028 euros e o de gasóleo a 1,979 euros. Desde o início da guerra, estes preços já subiram, respetivamente, 21,2 e 31,9 cêntimos.
As descidas de preço no gasóleo seriam semelhantes às da gasolina – cerca de 17 cêntimos na taxa de 13% e 28 na de 6%. Ou seja, tudo leva a crer que, no gasóleo, nem a taxa mínima fará o custo de cada litro recuar para níveis pré-guerra.
Petróleo ainda a descer
Esta quarta-feira, o preço do barril de petróleo baixou para 96 dólares, depois de, há uma semana ter rondado os 130. António Comprido realça que a situação atual é “volátil”, mas considera que os últimos dias têm sido “promissores”. Como tal, admite que o preço dos combustíveis desça já a partir de segunda-feira.
“O que interessa como referência é o preço médio da semana”, explica. “Continuamos a ter um valor mais baixo do preço do petróleo e dos produtos refinados e, com certeza, que isso irá refletir-se nos preços da próxima semana”, frisou.
E poderá o petróleo voltar a subir em breve? António Comprido diz que isso depende, em boa medida, da evolução da guerra:”As notícias mais positivas ou mais negativas sobre o que está a acontecer vão refletir-se nos mercados financeiros e, obviamente, também nas matérias-primas, nomeadamente o petróleo”, refere.
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