Início » Kiev abriu processo contra Rússia no Tribunal Internacional de Justiça

Kiev abriu processo contra Rússia no Tribunal Internacional de Justiça

Lusa

A Ucrânia iniciou ontem um processo contra a Rússia no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), acusando Moscovo de planear um genocídio e apelando a uma intervenção para travar a invasão e ordenar à Rússia que pague indemnizações

O caso aberto por Kiev no mais alto tribunal das Nações Unidas, com sede em Haia, pede a adoção de “medidas provisórias” e que se ordene a Moscovo que “suspenda imediatamente as operações militares” que foram lançadas a 24 de fevereiro, indicou a instituição.

A Rússia iniciou a sua invasão da Ucrânia com base em “falsas alegações” de atos de genocídio nas regiões de Luhansk e Donetsk, no Donbass, no leste da Ucrânia, alega Kiev no processo, em que acusa, por seu turno, Moscovo de planear atos genocidas na Ucrânia.

Leia mais sobre o assunto em: Ucrânia conta 198 ucranianos mortos desde início de ataques

A Ucrânia “nega veementemente que o genocídio tenha ocorrido nas regiões do leste” e diz que apresentou o caso “para que fique provado que a Rússia não tem base legal para tomar medidas dentro e contra a Ucrânia com o propósito de prevenir e punir qualquer suposto genocídio”, referiu o tribunal em comunicado.

O tribunal, criado em 1946 para resolver disputas entre Estados, vai marcar uma audiência para ouvir o pedido de medidas provisórias, mas não especificou uma data.

As sentenças do Tribunal Internacional de Justiça são vinculativas e sem apelo, mas o tribunal não tem meios para forçar a sua execução.

A Rússia lançou na quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já mataram cerca de 200 civis, incluindo crianças, segundo Kiev. A ONU deu conta de perto de 370 mil refugiados na Polónia, Hungria, Moldova e Roménia.

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que a “operação militar especial” na Ucrânia visa desmilitarizar o país vizinho e que era a única maneira de a Rússia se defender, precisando o Kremlin que a ofensiva durará o tempo necessário.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional e a União Europeia e os Estados Unidos, entre outros, responderam com o envio de armas e munições para a Ucrânia e o reforço de sanções para isolar ainda mais Moscovo.

Contate-nos

Meio de comunicação social generalista, com foco na relação entre os Países de Língua Portuguesa e a China

Plataforma Studio

Newsletter

Subscreva a Newsletter Plataforma para se manter a par de tudo!

Uh-oh! It looks like you're using an ad blocker.

Our website relies on ads to provide free content and sustain our operations. By turning off your ad blocker, you help support us and ensure we can continue offering valuable content without any cost to you.

We truly appreciate your understanding and support. Thank you for considering disabling your ad blocker for this website