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Portugal é destino de luxo para teletrabalhadores

No ano passado, a Forbes elegia o Algarve como “uma opção excecional para quem está a entrar na reforma”, mas também para se viver em qualquer idade, graças a fatores únicos aqui reunidos: há sol todo o ano, é o terceiro destino mais seguro do mundo, tem excelentes infraestruturas e um serviço nacional de saúde de qualidade a baixo custo, além do golfe, das praias, da gastronomia fantástica e da facilidade com que se encontra quem fale inglês e outras línguas. A publicação não esquecia o mais importante: “O baixo custo de vida em Portugal, dos mais baixos desta zona europeia, uns 30% abaixo da média, que permite a um casal viver confortavelmente com 1300 euros por mês e gozar bem a vida se tiver 2000 euros mensais para gastar.”

Agora, a Forbes inclui Portugal nos países atrativos para jovens de todas as regiões do mundo e lembra que o país até está a oferecer boas condições a quem queira mudar-se para aqui e trabalhar em áreas tecnológicas – para Portugal ou remotamente, para o resto do mundo.

“Vistos alargados” para freelancers e trabalhadores independentes são um dos atrativos com que Portugal acena aos nómadas digitais, a juntar a outros que já fazem deste cantinho um local bem apreciado por essa geração de profissionais: “A beleza natural do país, o tempo fantástico, o custo de vida baixo, uma atitude amiga de negócios e acesso facilitado ao resto da União Europeia.” Motivos que levam a Forbes a escolher Portugal como “um dos três melhores países do mundo para viver e reformar-se”.

A concorrência, porém, não é de desprezar – e as suas armas são potentes. O país vizinho, por exemplo, oferece não apenas vistos mas incentivos fiscais agressivos para captar jovens para localidades que têm perdido habitantes, e até criou a Lei Startup para acomodar condições especiais para quem queira vir repovoar essas terras. A capital argentina, Buenos Aires, é destacada pela “mais competitiva taxa de câmbio” da América do Sul. E as paradisíacas Ilhas Caimão entram com tudo em jogo, oferecendo logo à cabeça 5 mil dólares a quem imigre para desempenhar funções nas novas tecnologias, além de apoios brutais que incluem serviços de babysitting alargados, convites para jantar em casa de vizinhos, crédito e descontos nos mercados locais, entradas grátis em espetáculos e locais de veraneio, entre outros.

Ainda assim, há quem defenda o destino Portugal como o melhor e mais completo para os nómadas digitais. Mesmo porque tem uma aldeia digital dedicada a estes jovens profissionais internacionais, a Digital Nomads, na Madeira. Lagos, Lisboa, Porto, Ericeira e Coimbra são, por esta ordem, as cidades consideradas mais preparadas para receber nómadas digitais por Aisha Preece, fundadora do OutandBeyond, um site dedicado a ajudar jovens de todo o mundo a trabalhar e viajar pelo mundo inteiro.

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