OMS apela para que não se façam festas de fim de ano - Plataforma Media

OMS apela para que não se façam festas de fim de ano

Com aumento dos casos de Covid, diretor da Organização Mundial da Saúde afirma ser melhor cancelar um evento do que ter uma vida cancelada; Tedros Ghebreysus afirma que variante Ómicron está a espalhar-se mais rápido do que a Delta.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, OMS, confirmou que a variante Omicron está se espalhando de forma mais rápida do que a Delta. Segundo Tedros Ghebreyesus, existe uma possibilidade maior de que as pessoas “que foram vacinadas ou já se recuperaram da Covid-19 possam ser infectadas ou reinfectadas”. 

Em Genebra, Tedros aproveitou o período de Natal e de Ano-Novo para afirmar que “sem dúvidas, encontros sociais durantes as festas levarão a um aumento dos casos, a uma superlotação dos sistemas de saúde e a mais mortes”.

O chefe da OMS foi claro: “é melhor cancelar um evento do que ter uma vida cancelada”. Tedros sugere ser melhor celebrar em uma outra ocasião, do que comemorar agora e entrar de luto depois. 

Segundo ele, a Covid-19 matou 3,3 milhões de pessoas este ano, causando mais mortes do que HIV, malária e tuberculose juntas em 2020. Todas as semanas, o vírus SARS-CoV-2 mata 50 mil pessoas. 

O chefe da OMS lembrou qu a África está enfrentando uma onda de novos casos de Covid-19 devido à variante Ômicron. Na última semana, o continente registrou o quarto maior número de casos.

Tedros lembrou que ninguém quer estar, daqui a um ano, falando ainda sobre “oportunidades perdidas, desigualdades na vacinação ou novas variantes”. Ele espera que 2022 seja o ano do fim da pandemia, mas para isso acontecer, será necessário garantir que 70% da população de todos os países do mundo esteja vacinada até meados do próximo ano.

Mais uma vacina  

Nesta quinta-feira, a OMS aprovou o uso emergencial da vacina Nuvaxovid, após aprovação da Agência Europeia de Medicamentos. O novo imunizante é produzido pela Novavax e é o produto originário da vacina Covovax, aprovada pela agência da ONU no dia 17 de dezembro. 

A OMS explica que as duas vacinas utilizam a mesma tecnologia, sendo necessárias duas doses para proteger a pessoa da Covid-19.  

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