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Última semana em Timor-Leste foi a pior da pandemia

Lusa

A última semana foi a pior da pandemia de covid-19 em Timor-Leste com um novo máximo de casos, hospitalizações e óbitos, confirmando-se a variante delta como dominante em Díli, foi hoje anunciado

Na análise do período entre 16 e 22 deste mês, o documento indicou terem sido registados 1.651 novos casos de covid-19, 54 hospitalizações de doentes em estado grave ou moderado e 18 mortes, o que faz de agosto o mês mais mortífero de toda a pandemia no país.

Desde 01 de março último, 365 pessoas necessitaram de hospitalização, das quais 54 só na última semana, no “maior número de casos semanais desde o início da pandemia”.

A análise semanal foi preparada pelo Pilar 3 do Ministério da Saúde, em conjunto com a ‘task-force’ para Prevenção e Mitigação da covid-19 da Sala de Situação do Centro Integrado de Gestão de Crise (CIGC).

O Instituto Nacional de Saúde timorense, a Organização Mundial de Saúde (OMS), as Equipas de Apoio Médico Australiano (AusMAT) e a Menzies School of Health Research, instituição que apoia o Laboratório Nacional timorense em Díli nos testes à covid-19, também participam no estudo.

“Esta foi a semana mais mortífera da pandemia em Timor-Leste. O elevado número de mortos associado à covid-19 esta semana demonstra o elevado peso da covid-19 no país, com a taxa de fatalidade, que mede mortes relativamente a casos positivos, a ser de 1%”, referiu.

O boletim notou que nenhuma das pessoas que morreu estava vacinada e que nos casos detetados só 19% tinham a vacinação completa.

“Na última semana, 76% dos hospitalizados não estavam vacinados e só 20% tinham a vacinação completa”, indicou o boletim, de acordo com o qual “pessoas não vacinadas correm um risco pelo menos duas vezes mais elevado de serem hospitalizadas do que pessoas com a vacinação completa”.

Os resultados das últimas análises de sequenciação genómica, realizadas na Austrália, confirmaram “que a variante delta se tornou a variante dominante a circular em Díli”, sendo detetada em 92% das amostras analisadas, adiantou.

O documento notou também um aumento significativo na taxa de incidência que subiu de 11,2 para 17,9 casos por 100 mil habitantes na semana em análise relativamente à anterior, com Díli a ver um aumento de 23,2 para 47.

Na semana de 16 a 22 de agosto, a taxa de positividade, que mede o número de casos positivos relativamente aos testes, foi de 24,7%, um aumento face aos 17,7% da semana anterior, indicou.

Em relação à vacinação, foram administradas na última semana, no país, cerca de 60 mil doses de vacina, sendo que 48,3% dos maiores de 18 anos recebeu a primeira dose e 21,7% da mesma faixa etária já tem o processo completo (duas doses), referiu.

Díli registou a taxa mais elevada de vacinação, com 54% dos maiores de 18 anos já com as duas doses da vacina.

Os autores do relatório defenderam a aplicação de um confinamento obrigatório e cercas sanitárias para reduzir o movimento e as interações das pessoas, sendo proibidas grandes aglomerações.

“Apoio social e financeiro é necessário para ajudar as pessoas a ficar em casa”, sublinhou o documento, que defendeu um aumento significativo da testagem e da vacinação.

Desde o início da pandemia, Timor-Leste contabilizou 14.216 casos, dos quais 3.264 estão ativos, e 48 mortes.

A covid-19 provocou pelo menos 4.423.173 mortes em todo o mundo, entre mais de 211,3 milhões de infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 17.639 pessoas e foram contabilizados 1.019.420 casos de infeção confirmados, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil ou Peru.

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