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Dados e falta de recursos humanos são desafios tecnológicos para Angola

A qualidade dos dados e a falta de recursos humanos são duas das vulnerabilidades da área tecnológica identificadas pela Deloitte em Angola, segundo o responsável da consultora no país.

José Barata, que falava à margem da apresentação do estudo Tech Trends 2021, em Luanda, apontou a resiliência como um dos temas fortes nas tendências tecnológicas, impulsionada pela covid-19.

“De um momento para o outro, [as organizações] tiveram de implementar soluções num curto espaço de tempo e de facto, funcionou”, destacou, considerando que a tecnologia foi indispensável para a resiliência das instituições.

Por outro lado, apontou alguns desafios significativos para Angola, entre estes, a qualidade dos dados.

“Há um volume significativo de dados, mas a sua compilação e tratamento por parte das instituições é um processo que requer, em alguns casos, melhorias significativas”, assinalou o responsável da Deloitte, notando que tanto as instituições bancárias, como as empresas de telecomunicações processam um volume significativo de dados que não são devidamente tratados e aos quais falta, muitas vezes, qualidade.

Outro dos desafios de Angola, que não é específico deste país, prende-se com a disponibilidade de capital humano nas áreas da tecnologia, cuja necessidade cresceu exponencialmente no cenário covid-19.

“Esta é uma oportunidade que deve ser explorada, mas é necessário criar um ecossistema em que quer as universidades quer as empresas possam gerar, de facto, um ambiente que permita, nos próximos anos, vir a diminuir este défice, que é significativo”, salientou José Barata.

O tema da segurança é também central neste novo paradigma marcado pelo crescente recurso às tecnologias.

Uma das tendências identificadas é a de ‘confiança zero’, adiantou José Barata.

“É preciso aumentar muito a segurança. Hoje em dia, temos seguranças à porta das instituições bancárias, mas provavelmente os riscos de roubo são muito mais a nível informático do que físico”, observou.

A 12ª edição do estudo ‘Tech Trends’ Angola apresenta as tendências tecnológicas que vão vigorar nos próximos 12 meses em função da auscultação a empresas, sociedade civil e instituições governamentais.

Segundo o estudo, observou-se que as empresas aceleraram os seus investimentos de transformação digital, não apenas para tornar as operações mais ágeis e eficientes, mas também para responder às constantes flutuações da procura e responder às necessidades dos clientes.

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