Reino Unido vai reabrir comércio. Casos de Covid aumentam na Índia e Irão

Reino Unido vai reabrir comércio. Casos de Covid aumentam na Índia e Irão

O Reino Unido irá reabrir o comércio na próxima segunda-feira, após meses de restrições para conter a pandemia, que ganha força em outras partes do mundo, como na Índia, onde foram registrados 100 mil casos em 24 horas, e no Irão.

O premier britânico, Boris Johnson, anunciou a reabertura do comércio não essencial no próximo dia 12, mas não autorizou a retomada das viagens, proibidas até 17 de maio. “Não quero ficar refém da sorte ou subestimar a dificuldade que vemos em alguns países para onde as pessoas querem ir. Não queremos que o vírus retorne do exterior”, explicou.

Em todo o mundo, o coronavírus já provocou mais de 2,8 milhões de mortes e infectou mais de 131 milhões de pessoas, segundo um balanço da AFP. Na Ásia, a Índia registrou mais de 100.000 novos casos em 24 horas pela primeira vez desde o início da pandemia. O país, de 1,35 bilhão de habitantes, tem o balanço de 12,5 milhões de contágios e 165.000 vítimas fatais. 

Diante da situação alarmante, o estado de Maharashtra, o mais afetado pela covid-19 e que inclui a megalópole de Mumbai, adotou novas restrições: antecipar o toque de recolher em uma hora, das 20h para as 19h, aplicar o confinamento no fim de semana e fechar restaurantes, cinemas, piscinas, locais de culto e locais públicos.

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, tenta evitar um confinamento nacional, como o de março de 2020, que teve consequências catastróficas para os mais pobres. O vizinho Bangladesh também iniciou nesta segunda-feira um confinamento de sete dias, com todas as viagens locais suspensas, e os estabelecimentos comerciais, fechados.

No Oriente Médio, o Irã registrou 13.890 casos em 24 horas, o maior número desde 4 de dezembro, o que levou o país a decretar alerta sanitário máximo na capital, Teerã. Já a Arábia Saudita anunciou que apenas pessoas vacinadas poderão fazer a umrah, pequena peregrinação a Meca, durante o período do ramadã, que começa em meados de abril.

Grécia e Portugal reabrem

A América Latina e o Caribe contabilizam 797 mil mortos pela Covid-19 e 25,2 milhões de casos da doença. O Brasil, onde o vírus parece fora de controle, registrou 1.240 mortes nas últimas 24 horas, o que elevou o total para 331.433 óbitos. O país é o segundo mais afetado do planeta, atrás apenas dos Estados Unidos (555.001 mortes).

No Chile, onde, apesar da campanha de vacinação acelerada, os contágios voltaram a disparar, nesta segunda-feira entra em vigor o fechamento das fronteiras. Com a medida, fica restrita a saída de chilenos e de estrangeiros residentes, e proibida, a entrada de estrangeiros não residentes. 

Na Europa, a Ucrânia adotou nesta segunda-feira novas medidas de restrição. Outros países, porém, decidiram pela flexibilização. Em Portugal, museus, áreas descobertas de cafés e escolas do ensino médio reabriram hoje, na segunda fase do plano de desconfinamento do país. A Grécia autorizou a abertura da maior parte do comércio.

Paralelamente, as campanhas de vacinação progridem, principalmente nos países desenvolvidos, embora em um ritmo mais fraco em Itália e França, dois países bastante atingidos pela doença. Já os Estados Unidos prometeram hoje uma ajuda internacional maior em matéria de vacinas e afirmaram que não buscarão “favores em troca”, segundo o chefe da diplomacia americana, Antony Blinken.

Em El Salvador, o presidente Nayib Bukele anunciou no domingo que o governo da China doará ao país 150.000 vacinas anticovid que serão usadas na campanha de imunização do governo.

Para permitir enfrentar com mais eficácia o impacto da Covid-19, o FMI anunciou a prorrogação até outubro do mecanismo de alívio da dívida para 28 dos países mais pobres do mundo, iniciado há um ano.

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