A Coreia do Norte acusou hoje o Japão de colocar em causa a estabilidade regional asiática com “sérias provocações”, ao reforçar significativamente os seus meios militares
Com o novo primeiro-ministro japonês Yoshihide Suga, refere a agência noticiosa oficial norte-coreana KCNA em artigo hoje publicado, o Japão passou a “mobilizar-se de forma frenética para se tornar num gigante militar”, o que constitui “uma séria provocação e um assédio à paz e estabilidade regionais”.
Citada pela agência sul-coreana Yonhap, a KCNA aponta planos do Japão para construir um novo submarino e navios de guerra, caças de nova geração e mísseis de novo alcance, desenvolver capacidades militares cibernéticas e eletrónicas e ainda a realização de exercícios militares conjuntos com outros países da região Ásia-Pacífico.
“O atual regime do Japão aplicou os maiores fundos de sempre no desenvolvimento, produção e compra de armamento ofensivo”, refere a KCNA.
Na quinta-feira passada, as forças norte-coreanas dispararam dois mísseis descritos pelos Estados Unidos como mísseis balísticos de curto alcance, algo proibido por várias resoluções da ONU.
Depois desses lançamentos, Washington tomou a opção de solicitar uma reunião do Comité de sanções sobre a Coreia do Norte (onde os 15 membros do Conselho estão representados), que foi realizada na sexta-feira, em vez de uma sessão do Conselho de Segurança.
Uma investigação sobre os disparos foi então solicitada aos especialistas da ONU, responsáveis pela monitorização das sanções.
A Coreia do Norte está sujeita a várias e pesadas sanções económicas do Conselho de Segurança há vários anos por causa dos programas nucleares e balísticos, que estão proibidos.