Governo timorense suspende atividades letivas em Díli durante uma semana

Governo timorense suspende atividades letivas em Díli durante uma semana

O Ministério da Educação timorense suspende a partir de terça-feira e durante pelo menos uma semana as atividades letivas presenciais nas escolas do ensino não superior no município de Díli, disse à Lusa o ministro da tutela

“Na sequência da decisão do Conselho de Ministros, de impor a cerca sanitária e confinamento obrigatório que começa às 00:00 de terça-feira, o ministério deliberou suspender as atividades letivas presenciais em todas as escolas do município, quer públicas quer privadas”, disse Armindo Maia em declarações à Lusa.

“Encarreguei o vice-ministro da Educação para que comece a trabalhar já no programa de ensino à distância, que esperamos possa arrancar em breve”, referiu.

Um despacho a formalizar a decisão deve ser publicado ainda hoje em Jornal da República, referiu.

Questionado sobre eventuais medidas de apoio a alunos mais carenciados, com dificuldades no acesso ao ensino à distância, Armindo Maia disse que, para já, não há programas preparados.

“Tratando-se de Díli, onde os acessos são melhores, há mais capacidades dos alunos do que noutros locais”, referiu.

A decisão de interrupção das atividades letivas já tinha sido tomada hoje pela Escola Portuguesa de Díli (EPD).

Um despacho idêntico vai ser emitido pelo Ministério do Ensino Superior, Ciência e Cultura, assinado pelo ministro Longuinhos dos Santos, que segundo fonte do gabinete determina a “imediata suspensão de todas as atividades letivas de ensino, aprendizagem e atividades extracurriculares, em regime presencial”.

A medida abrange “todos os estabelecimentos de Ensino Superior públicos e privados, localizados no município de Díli, enquanto se mantiver a referida cerca sanitária”.

Estabelecimentos fora de Díli poderão manter as atividades normais, continuando a respeitar as regras em vigor no estado de emergência.

A decisão de confinamento obrigatório e de uma cerca sanitária em Díli surgiu depois das autoridades de saúde terem detetado três casos, dois na zona de Madohi, próximo de Tasi Tolu, na saída ocidental da capital, e um no bairro de Bebonuk, os primeiros possíveis casos de transmissão comunitária desde o início da pandemia, há um ano.

Os casos foram detetados depois de uma operação de testagem em massa levada a cabo em rastreio de contactos e após a confirmação de um caso confirmado de uma residente da zona de Tasi Tolu, que tinha viajado para Baucau, segunda cidade do país.

Os dois casos detetados em Madohi são ambos funcionários públicos, do Ministério de Transportes e Comunicações e da Secretaria de Estado de Formação Profissional e Emprego, pelo que estão já a ser feitos testes a funcionários destas instituições.

Já o caso do residente de Bebonuk, segundo fontes do Governo, é um funcionário dos serviços de limpeza da cidade.

Timor-Leste tem atualmente 29 casos ativos da covid-19.

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