O Conselho das Finanças Públicas e o Conselho Económico e Social coincidem na análise: o Governo está a fazer previsões para 2021 demasiado otimistas.
O Orçamento do Estado para 2021 (OE2021) não contempla despedimentos e falências em massa, é um orçamento otimista face à incerteza da pandemia, esta foi a ideia deixada pelo Conselho das Finanças Publicas (CFP) na apresentação, esta quinta-feira, na Assembleia da República, do parecer que fez da proposta do Governo.
A presidente do CFP, Nazaré da Costa Cabral, sublinha que o país tem que estar preparado para que as coisas não corram pelo melhor, até porque Portugal está dependente de determinados setores de atividade.
“O setor do Turismo é um setor que foi especialmente atingido pela crise e se a situação não melhorar e nós não conseguirmos resolver o problema que o Turismo pode ter, e todas as áreas que estão associadas ao Turismo, isto significa que podemos vir a ter desemprego massivo, falências massivas e, portanto, temos que estar preparados para esse cenário menos positivo. Obviamente que não desejamos que essa seja a realidade para temos que estar preparados para ela”, argumenta Nazaré da Costa Cabral.
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