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Partido Livre preocupado com insurgência em Cabo Delgado

O partido português Livre mostrou-se preocupado com a insurgência em Cabo Delgado, Moçambique, considerando que “todas as intervenções devem ser realizadas num quadro de cooperação internacional” e que Portugal deve ter “uma voz ativa no contexto europeu”.

“O Livre manifesta a sua preocupação com a evolução da insurgência em Cabo Delgado, Moçambique, urgindo o Governo português a ser uma voz ativa na comunidade internacional, alertando para a situação dramática vivida pelo povo moçambicano, mobilizando recursos para a ajuda e cooperação”, referiu o partido político num comunicado hoje divulgado.

O partido assinalou que a situação “tem vindo a deteriorar-se”, com os ataques recorrentes a limitarem acessos e a provocarem “a destruição de habitações e infraestruturas, em particular no distrito de Macomia, o que faz com que a assistência humanitária que chega à região não seja suficiente para as necessidades”.

O Livre considerou que esta situação leva a que se registe fome e eclosão de doenças entre a população local.

Para o partido português, a presença de grupos armados que “têm vindo a conquistar e dominar mais territórios na região de Cabo Delgado” demonstra que “a situação ainda está por controlar”.

A província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, é palco há três anos de ataques armados desencadeados por forças classificadas como terroristas.

Há diferentes estimativas para o número de mortos, que vão de mil a duas mil vítimas.

Na nota, o Livre apontou que além da economia “vulnerável e dependente de ajuda externa” de Moçambique, a situação no país é “particularmente frágil devido ao esforço de guerra que o Governo moçambicano se viu obrigado a fazer”.

“Apesar de o Governo moçambicano ter, até agora, recusado intervenção por parte da ONU, é fundamental que a comunidade internacional esteja mobilizada para a ajuda humanitária à população moçambicana”, advogou o Livre.

“Todas as intervenções devem ser realizadas num quadro de cooperação internacional, com particular relevo para Portugal que deve ser uma voz ativa no contexto europeu”, sublinhou o partido.

O Livre destacou também que a União Europeia “tem providenciado apoio às tropas moçambicanas ao nível de treino, logística e serviços médicos”.

“No seguimento do pedido de ajuda do governo moçambicano à UE [União Europeia], foi reforçado um programa com o objetivo de desencorajar o recrutamento e a radicalização. Esse programa inclui projetos para a juventude e sociedade civil, para o reforço de competências e para a criação de emprego”, vincou o comunicado.

Na semana passada, o primeiro-ministro moçambicano, Carlos Agostinho do Rosário, disse no parlamento que “as ações terroristas” já provocaram 435 mil deslocados internos.

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