Cientista moçambicana ganha prémio da UNESCO com tratamento para covid-19 - Plataforma Media

Cientista moçambicana ganha prémio da UNESCO com tratamento para covid-19

A bióloga e investigadora moçambicana do Instituto Nacional de Saúde, Raquel Matavele, foi distinguida com o prémio Early Career Fellowship, iniciativa da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO.

Raquel Matavele ficou entre as 15 investigadoras do continente africano e da região da Ásia-Pacífico vencedoras do prémio, de 50 mil dólares (42,3 mil euros), ao qual concorreu com um projeto relacionado com potenciais tratamentos para covid-19 em populações residentes nas zonas tropicais de África, através de plantas nativas para controlar a resposta inflamatória exacerbada que ocorre em casos graves, refere a nota do Instituto Nacional de Saúde (INS).

“Ao prémio em alusão candidataram-se investigadoras de cerca de 60 países de todos os continentes”, acrescenta o INS.

O Presidente de Moçambique já deu os parabéns à cientista. Numa nota divulgada através do facebook, Filipe Nyusi indicou “Parabéns, Raquel Matavele Chissumba, e a todos os investigadores moçambicanos que incansavelmente trabalham para trazer respostas aos problemas que nos afligem!”

Compatriotas,Tomámos conhecimento, com muito orgulho, de que a moçambicana Raquel Matavele Chissumba, pesquisadora do…

Posted by Presidente Filipe Nyusi on Tuesday, October 6, 2020

Raquel Matavele é licenciada em Ciências Biológicas pela Universidade Eduardo Mondlane, mestre em Biologia Celular e Molecular pela Fundação Instituto Oswaldo Cruz, no Brasil, e doutorada em Ciências Biomédicas pela Universidade de Antuérpia, na Bélgica.

A investigadora moçambicana é coordenadora do Programa de Doenças Endémicas de Grande Impacto Sanitário no INS.

Moçambique regista um total acumulado de 9.296 casos de covid-19 com 66 mortos e 6.104 recuperados (65% do total), segundo as últimas atualizações.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão e quarenta e cinco mil mortos e mais de 35,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

*com Lusa-Moçambique

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