A União Europeia (UE) espera reforçar o setor energético de Moçambique com um encaixe financeiro acima dos mil milhões de euros. Esta aposta serve para melhorar a qualidade e autonomia da energia do país africano.
António Sánchez-Benedito Gaspar, embaixador da UE em Moçambique, assumiu o compromisso da UE no lançamento em Maputo do Programa para Leilões de Energias Renováveis (Proler). “A União Europeia contribui com mais de 180 milhões de euros neste setor e estima-se que irá alavancar fundos públicos e privados que poderão totalizar mais de mil milhões de euros”, afirmou.
O embaixador adiantou também que a UE irá anunciar brevemente apoios financeiros significativos para o acesso das famílias moçambicanas à rede elétrica, bem como um programa de redução de perdas técnicas e comerciais na rede da empresa pública Eletricidade de Moçambique (EDM).
Gaspar acredita que “todas estas iniciativas deverão contribuir para a melhoria da segurança energética em Moçambique”.
Este reforço nas infraestruturas que fornecem energia elétrica vai ter um grande impacto não só no setor energético. O impacto estende-se a outros serviços, como a educação, saúde, abastecimento de água e saneamento, gerar emprego, qualidade de vida e fortalecimento económico das mulheres.
O embaixador da UE em Maputo destacou também que o desenvolvimento energético de Moçambique está alinhavado com as ações preconizadas no Pacto Verde Europeu, que visa a neutralidade das emissões de dióxido de carbono na Europa até 2050, com uma redução de 55% das emissões até 2030.
Gaspar assume que, para esse objetivo ser cumprido, é fundamental a “promoção das energias renováveis”.