Para especialista, o país vai levar 20 anos até conseguir fazer a gestão adequada de resíduos
Em 2019, 29 milhões de toneladas de lixo foram descartadas de maneira incorreta no Brasil —40,1% do total produzido. Ao menos 3.000 dos 5.570 municípios do país mantêm lixões a céu aberto, e quase metade deles ainda utiliza os locais para depositar resíduos sólidos, segundo a Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais).
O Nordeste é a região com mais lixões ativos —850, no total— e tem a menor cobertura de coleta de resíduos do país. “Este fator contribui de maneira decisiva para a existência dos lixões, porque onde o resíduo sequer é coletado, ele vai para um lugar a céu aberto”, diz Carlos Silva Filho, diretor-presidente da Abrelpe.
No Norte, Rondônia apresenta o pior cenário: 92,6% dos resíduos coletados vão para destino incorreto. Já no Acre, esse número é de 26,8%.
Sul e Centro-Oeste concentram o menor número de lixões —42 e 153, respectivamente. Se considerado o volume de resíduos gerados, o Sudeste se destaca por destinar apenas 10% para lixões ou aterros controlados.
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