"Os militares não são o problema da Guiné-Bissau, mas sim os políticos" - Plataforma Media

“Os militares não são o problema da Guiné-Bissau, mas sim os políticos”

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, assinalou a surpresa que lhe foi manifestada pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, perante o sentido de paz dos militares guineenses.

Em declarações aos jornalistas junto à campa do fundador da nacionalidade guineense e cabo-verdiana, Amílcar Cabral, na fortaleza da Amura, em Bissau, Sissoco Embaló disse que Santos Silva lhe fez aquela constatação quando viu a parada militar organizada por ocasião das festividades do dia da independência nacional que hoje se assinala.

“Vou-vos contar uma situação que o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros português nos disse na mesa: disse que viu os militares guineenses com lenços brancos a dizerem que não são o problema deste país”, afirmou Embaló.

Para o Presidente guineense, o novo posicionamento “demonstra que os militares não são o problema do país, mas sim os políticos”.

“Os militares eram usados, mas penso que de há cinco anos a esta parte ganharam a confiança de que não são assassinos. Estão de parabéns, mas é como eles mesmos disseram: O que está em causa é o seu bom-nome, a sua dignidade como homens”, observou Umaro Sissoco Embaló.

O líder guineense afirmou que a confiança no comportamento dos militares guineenses é reconhecida pela comunidade internacional que lhe sugeriu que conduzisse Biagué Na Ntan no posto de chefe do Estado-Maior das Forças Armadas.

“Quando estava a fazer um compasso de espera para a nomeação do general Biague Na Ntan como chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, a comunidade internacional perguntou-me se o não queria reconduzir no posto. Disseram-me que Biague Na Ntan não é um homem violento”, sublinhou Embaló.

O Presidente guineense disse que a comunidade internacional notou que há muito que se deixou de ouvir que na Guiné-Bissau alguém foi assassinado ou agredido fisicamente por militares.

O facto, disse Sissoco Embaló, é motivo de orgulho de todos os guineenses e do fundador da nacionalidade, Amílcar Cabral.

“Se de facto a alma vê o que os vivos fazem, hoje é mais um dia que Amílcar Cabral terá orgulho de ser o fundador desta nação, porque viu uma coisa ímpar, inédita o que se organizou na Guiné-Bissau”, defendeu Umaro Sissoco Embaló.

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