Milícias atacaram escolas, sabotaram exames finais e violaram estudantes no Congo - Plataforma Media

Milícias atacaram escolas, sabotaram exames finais e violaram estudantes no Congo

Têm sido vários os ataques a escolas e centros de exames na RDCongo nos últimos dias por milícias armadas. Num deles, ocorrido na noite de segunda-feira, os agressores violaram as raparigas

Ataques de milícias armadas na região leste da República Democrática do Congo saboraram o início dos exames finais escolares na segunda-feira. Centenas de estudantes fugiram à onda de violência e algumas meninas foram violadas pelos agressores, disseram as autoridades.

Os exames finais, que já haviam sido adiados devido à pandemia do coronavírus, começaram na segunda-feira. Mas foi um arranque abrupto e logo interrompido. Na província de Sud-Kivu, cerca de 700 alunos e os seus professores fugiram depois de lutarem contra membros de uma milícia armada que invadir o centro de exames onde se encontravam, em Haut Uele, perto da fronteira com o Sudão do Sul. Segundo adiantou à AGFP Nyange Saluba, membro de um grupo da sociedade civil, esse ataque foi orquestrado pela milícia Banyamulenge – um grupo de tutsis congoleses que está em guerra há vários meses.

“Nós expulsámo-los daqui”, afirmou à AFP, a capitã Dieudonne Kasereka, porta-voz do exército local, acrescentando que os agressores queriam “sabotar os exames”.

Várias centenas de quilómetros mais a norte, um grupo de homens armados realizou um ataque noturno a um centro onde se encontravam 32 estudantes, em Isiro, a principal cidade da província de Haut-Uele. Os 16 rapazes e 16 raparigas “estavam reunidos no centro para fazer os exames”, contou o padre local Georges Semende. “Esses bandidos violaram as meninas”, acrescentou.

O porta-voz do governador local, Felicien Nangana, confirmou uma das violações. As autoridades abriram um inquérito aos incidentes violentos.

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