Marcelo avisa para não contarem com o Presidente para crises políticas - Plataforma Media

Marcelo avisa para não contarem com o Presidente para crises políticas

Num recado que soou como dirigido sobretudo à geringonça, em vésperas de negociação do Orçamento do Estado, o Presidente da República afirmou que todos os partidos devem fazer concessões numa altura difícil para o país e considerou que os “portugueses não perceberiam” se fosse criada uma crise política.

Presidente da República deixou o aviso aos partidos de que não irá pactuar com uma crise política que os “portugueses não perceberiam”, a propósito da aprovação do Orçamento do Estado. “Todos são obrigados a pensar no interesse nacional. Não contem com o Presidente para crises políticas”, frisou Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações efetuadas durante a visita à Feira do Livro de Lisboa. A dissolução da Assembleia da República é assim posta de lado pelo Presidente.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, os partidos políticos devem entender-se e salientou, de forma vigorosa, que uma crise política é algo que não considera admissível. “Crise política é uma ficção”, disse, dirigindo-se sobretudo aos partidos que suportam a geringonça (PS, BE e PCP).

“Isso é uma aventura. Em cima da crise da saúde e da crise económica, uma crise política era a aventura total. A alternativa seria uma crise a prazo, isto é, o Presidente empossado no dia 9 de março, seja ele quem for, estar a dissolver para eleições em junho. Isto não existe, isto é ficção. Portanto, uma crise política ou a ameaça de crise política é ficção”, afirmou o Presidente.

“Desenganem-se os que pensam que, se não houver um esforço de entendimento, vai haver dissolução do Parlamento no curto espaço de tempo que o Presidente tem pela frente para isso, que é até ao dia 8 de setembro”, deixou claro.

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