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Os 70 anos da princesa rebelde que agora é marechal

Maria João Martins

Terceira temporada da série da Netflix, The Crown, chamou a atenção para uma das figuras mais discretas da família real britânica, a princesa Ana. E se a sua postura habitualmente austera ocultasse, afinal, uma vida cheia de aventuras amorosas, feitos desportivos e a determinação de viver como lhe apetecia? Esta mulher invulgar chega este sábado aos 70 anos.

Vanity Fair inglesa chamou-lhe (no seu número de maio, numa reportagem da correspondente real, Katie Nicholl) “a princesa invisível”. Mas o que a temporada 3 da série The Crown nos mostrou foi uma jovem bonita e intrépida (interpretada pela atriz Erin Doherty), movida por uma determinação conquistadora – de medalhas desportivas e corações masculinos. À sua maneira discreta pode ter sido tão rebelde quanto as bem mais mediáticas Princesa Margarida (sua tia materna) e Diana de Gales.

Nascida em Clarence House, Londres, a 15 de agosto de 1950, Anne Elizabeth Alice Louise foi o segundo bebé do casal formado pela ainda Princesa Isabel (Rainha a partir de Fevereiro de 1952, após a morte de Jorge VI) e Filipe de Edimburgo, o que a colocou em terceiro lugar na linha de sucessão ao trono britânico a seguir à mãe e ao irmão, Carlos, nascido a 14 de novembro de 1948. Na década de 60, o nascimento de mais dois irmãos – André e Eduardo – remetê-la-iam para o quarto lugar dessa lista, já que na Casa Real britânica a lei sálica (que dá prioridade ao sexo masculino na sucessão) só seria abandonada em 2013. E também para um segundo plano de atenção mediática, talvez confortável, de que só “regressaria” quando atingiu a chamada idade casadoira.

A prioridade da Princesa Real (título que recebeu à nascença, como é hábito fazer-se com as filhas mais velhas dos monarcas) não era, no entanto, o casamento. Procurou a excelência na equitação, tendo-se tornando o primeiro membro da família real a participar nuns Jogos Olímpicos (Montreal, 1976), depois de ter conquistado três medalhas nos Campeonatos europeus do ano anterior e o prémio da BBC, Personagem Desportiva do Ano, em 1971. Pelo meio, parece ter mantido discussões com o pai quanto à altura das suas saias (sim, a moda da mini-saia também chegou a Buckingham Palace), ficou um mês sem carta de condução por ultrapassar recorrentemente o limite de velocidade e tornou-se, de certo modo, um ícone de moda ao ser fotografada, por três vezes, para a capa da Vogue UK, sob o exigente olhar de um dos mais importantes fotógrafos da segunda metade do século XX, Norman Parkinson (1913-1990). Uma vez mais, Ana foi a primeira da sua família a entrar num mundo a que a realeza era alheia: a capa da mais exclusiva revista de Moda do mundo, onde só apareciam as mulheres mais belas e sofisticadas. Nem mesmo a Princesa Margarida, casada com Tony Armstrong Jones, um dos mais celebrados fotógrafos da swinging London dos anos 60 o conseguiria (muitos anos mais tarde, este fotografaria Diana para a mesma revista).

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