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China envia caças para Taiwan durante visita de funcionário norte-americano

Aviões da força aérea chinesa cruzaram hoje a linha imaginária que separa o estreito de Taiwan, numa altura em que se realiza a visita de mais alto nível à ilha por um funcionário norte-americano desde 1979.

Segundo um comunicado difundido pelo ministério da Defesa de Taiwan, caças J-10 e J-11 sobrevoaram a referida área por volta das 09:00 (02:00, em Lisboa).

O exército da ilha seguiu os aviões, através do sistema de mísseis antiaéreos terrestres, e emitiu uma advertência verbal aos caças chineses, antes de enviar uma patrulha para os intercetar e “expulsá-los”.

O Quartel-General da Força Aérea de Taiwan assegurou que esta “invasão deliberada deteriora a situação no Estreito de Taiwan” e “prejudica gravemente a segurança e a estabilidade na região”.

O secretário de Saúde e Serviços Humanos norte-americano, Alex Azar, iniciou hoje a visita de mais alto nível a Taiwan por um funcionário norte-americano, desde 1979, quando Washington e Pequim estabeleceram relações diplomáticas.

Azar reuniu-se com a Presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, a quem transmitiu uma “mensagem de firme apoio”, enviada pelo chefe de Estado norte-americano, Donald Trump.

A questão de Taiwan é vista por Pequim como a “mais sensível e importante” no seu relacionamento com os Estados Unidos.

A República Popular da China condena qualquer contacto oficial com a ilha, que funciona como uma entidade política soberana, ameaçando a reunificação pela força, “caso seja necessário”.

Esta visita representa mais um passo na política atual de Washington de rivalidade em relação à China em praticamente todas as frentes: comércio, competição tecnológica, a pandemia do novo coronavírus, direitos humanos ou a soberania do Mar do Sul da China.

China e Taiwan vivem como dois territórios autónomos desde 1949, altura em que o antigo governo nacionalista chinês se refugiou na ilha após a derrota na guerra civil frente aos comunistas.

Taiwan, que se auto designa República da China, tornou-se, entretanto, numa democracia com uma forte sociedade civil, mas Pequim considera a ilha parte do seu território.

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