Quebra no turismo traz perdas acima de 2% do PIB - Plataforma Media

Portugal com perdas acima de 2% do PIB devido à quebra no turismo

Portugal está entre os países que deverão ter perdas no setor do turismo superiores a 2% do Produto Interno Bruto (PIB) devido à pandemia de covid-19, de acordo com um relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) hoje divulgado

“As perdas nas receitas do turismo que ultrapassam os 2% do PIB devem concentrar-se em grandes exportadores de turismo, como a Costa Rica, Egito, Grécia, Marrocos, Nova Zelândia, Portugal, Espanha, Sri Lanka, Tailândia e Turquia”. É o que se lê no relatório sobre o setor externo hoje divulgado pelo FMI.

Os dados relativos ao turismo foram analisados a partir de um estudo da Organização Internacional do Turismo. O estudo “inclui um cenário envolvendo um levantamento gradual de restrições às viagens com início em setembro”, que implica “receitas no turismo 73% abaixo dos níveis de 2019”.

São danos relevantes para vários países. “Para economias dependentes de setores afetados [pela pandemia], como o petróleo e o turismo, ou dependentes de remessas, o impacto da crise foi especialmente agudo, com efeitos negativos na balança externa corrente a 2% do PIB que vão provavelmente necessitar de um ajustamento económico significativo”, alerta o FMI.

A nível mundial, a instituição liderada por Kristalina Georgieva assinala que haverá um “encolhimento modesto” nos défices e excedentes das balanças correntes, de 0,3% do PIB global, um valor sujeito a “grande incerteza”.

Segundo o relatório, “a deterioração no sentimento dos mercados financeiros no início da crise espoletou uma súbita reversão dos fluxos de capital e depreciações de moeda em várias economias emergentes e em desenvolvimento”, ao passo que as reservas se valorizaram, “refletindo o seu ‘porto-seguro’ em tempos de crise”.

Assim, no curto prazo, o FMI defende que “os esforços de política devem continuar a focar-se em providenciar alívios e a promover a recuperação económica”. Para se ajustarem ao choque externo, os países com taxas de câmbio flexíveis devem “permitir que se ajustem quando necessário”.

“No médio prazo, as distorções políticas e económicas que precederam a crise podem persistir ou piorar, implicando a necessidade de reformas”, refere também a instituição sediada em Washington.

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