China doa 1,5 milhões a índios para combate à Covid-19 - Plataforma Media

China doa 1,5 milhões a índios para combate à Covid-19

O Embaixador também destacou o comprometimento do presidente chinês em garantir um auxílio de US$ 2 bilhões a assistência internacional nos próximos dois anos para o combate à crise provocada pelo coronavírus e tratativas junto ao G20, grupo que reúne as maiores economias globais, para tratar do perdão da dívida das nações mais pobres.

O evento desta terça-feira é uma série de quatro encontros virtuais a ser realizada entre Brasil e China e visa promover a troca de informações. O cônsul-geral da China no Rio de Janeiro, Li Yang, também estava presente. O apoio foi da State Grid Brasil Holding, representada pelo seu vice-presidente, Anselmo Leal, que conduziu o debate. O Secretariado Permanente do Fórum de Macau também apoia a iniciativa e foi representado pela secretária-geral, Xu Yingzhen.

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves Barreto, afirmou que em vídeoconferências prévias com autoridades da cidade chinesa de Beijing pôde conhecer medidas para contenção da doença, que acabaram por auxiliar o município.

Graças aos royalties do petróleo, Niterói tem um fundo agora destinado em parte para garantir um programa de renda a pessoas pobres ou de classe média baixa até dezembro, além de garantir o salário de funcionários de empresas com até 40 contratados por cinco meses, desde que estas não demitam por oito meses. Tais ações colaboraram para que as medidas de isolamento social fossem seguidas pela população, e, segundo o prefeito, foram evitados 15 vezes mais óbitos na cidade.

Além do prefeito de Niterói, participaram outros dois prefeitos de municípios, o em exercício de Japeri, Cézar Melo, e o de Mangaratiba, Alan Campos da Costa. Representando o Estado de Minas Gerais, esteve o secretário-geral de Estado, Igor Mascarenhas. A secretária de Assistência Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro, Tia Jú, representou a prefeitura do Rio de Janeiro.

EXPERIÊNCIAS DA CHINA
A vice-diretora da Faculdade de Medicina da Universidade de Fudan, Wu Fan, relatou a experiência de Shanghai, que mesmo com 25 milhões de habitantes e sendo um hub internacional, manteve o número de casos em 341, dentre os quais houve sete óbitos e 95% dos pacientes recuperados. Ela reforça, no entanto, que há mais de 300 casos importados, ou seja, vindos de fora da China ou da cidade de Shanghai, dos quais 14 haviam sido detectados no início da semana.

A secretária-geral da Fundação para Gestão de Desenvolvimento em Saúde Hengji, de Beijing, Yang Ye, também participou das discussões. Ela afirmou que a sua Fundação está disposta a compartilhar experiências em medicina tradicional chinesa com os países estrangeiros.

Para Xu Yingzhen, do Fórum de Macau, é importante destacar a contribuição da China no combate global à COVID-19, com força e a responsabilidade de um grande país. Apenas para o Brasil, foram enviadas quase 960 toneladas de equipamentos em 40 voos, lembrou a secretária-geral.

O Fórum, contou Xu, é uma plataforma entre os países de língua portuguesa e a China e, além de doações de materiais de saúde, atua também como um intercâmbio de experiências entre equipes médicas dos países lusófonos por meio de vídeoconferências, além de ter traduzido seis vídeos para o português com informações sobre prevenção, como higiene pessoal, comportamento em casa e no ambiente de trabalho para afastar os riscos de contrair o coronavírus. Há também vídeos e trabalhos dedicados à disseminação de práticas da medicina tradicional chinesa.

A secretária-geral disse ainda que dada a amplitude da pandemia, os países precisam trabalhar em conjunto não só para barrar a doença, mas superar a crise econômica advinda neste processo. Xu defende a eliminação de barreiras ao comércio e ao investimento, a fim de que se contribua com a revitalização econômica, especialmente nos países lusófonos. Fim

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