Reino Unido renova desejo de inquérito independente em Hong Kong - Plataforma Media

Reino Unido renova desejo de inquérito independente em Hong Kong

O ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Dominic Raab, considerou hoje a situação em Hong Kong “preocupante” e renovou o desejo de uma investigação independente sobre os confrontos na ex-colónia britânica entre polícia e manifestantes pró-democracia.

“A solução para a situação atual em Hong Kong é clara: todos os lados devem investir no diálogo e reconciliação, sustentados por uma investigação robusta e independente. Cabe ao governo de Hong Kong reconhecer não apenas as causas económicas dos protestos, mas também as preocupações do seu povo sobre as suas liberdades e valores”, escreve no prefácio de um relatório publicado hoje.

Centenas de milhares de pessoas manifestaram-se em Hong Kong no ano passado, tendo-se registado confrontos entre alguns dos manifestantes e a polícia, marcados pelo uso de bombas incendiárias, gás lacrimogéneo e disparo de projéteis, a esmagadora maioria não letais.

As manifestações contra uma controversa lei de extradição, entretanto removida, resultaram em milhares de detenções, entre elas proeminentes ativistas e deputados, e de feridos, registando-se mortes associadas aos confrontos.

Recentemente registaram-se novos protestos devido à proposta de lei de segurança, que permite castigar autores de “qualquer ato de traição, separação, rebelião, subversão” contra Pequim, incluindo organizações estrangeiras responsáveis pela interferência política.

O Reino Unido e outros países criticaram publicamente este diploma por considerarem que coloca em risco a autonomia da ex-colónia britânica, que passou para a administração da China em 1997.

No relatório, publicado semestralmente sobre a situação em Hong Kong, Raab disse que o governo considera “muito preocupante” a detenção em abril de 15 ativistas pró-democracia em 18 de abril por alegada reunião ilegal. 

“Esperamos que qualquer processo judicial desses casos, como em qualquer outro caso, seja conduzido de maneira justa e transparente (…). Resta saber como é que a legislação de segurança nacional proposta, se for promulgada, vai afetar o estado de direito em Hong Kong”, vincou.

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